{"id":1209,"date":"2022-10-05T09:14:25","date_gmt":"2022-10-05T12:14:25","guid":{"rendered":"https:\/\/monicaacciolyadvocacia.com.br\/blog\/?p=1209"},"modified":"2022-10-05T09:14:25","modified_gmt":"2022-10-05T12:14:25","slug":"stf-mantem-efeito-retroativo-de-decisao-que-afastou-ir-sobre-pensoes-alimenticias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/monicaacciolyadvocacia.com.br\/blog\/stf-mantem-efeito-retroativo-de-decisao-que-afastou-ir-sobre-pensoes-alimenticias\/?id=1209\/","title":{"rendered":"STF mant\u00e9m efeito retroativo de decis\u00e3o que afastou IR sobre pens\u00f5es aliment\u00edcias"},"content":{"rendered":"\n<p>Na decis\u00e3o, o Tribunal entendeu que a tributa\u00e7\u00e3o feria direitos fundamentais e atingia interesses de pessoas vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido da Uni\u00e3o para que a decis\u00e3o do Tribunal que afastou a incid\u00eancia do Imposto de Renda (IR) sobre valores decorrentes do direito de fam\u00edlia recebidos a t\u00edtulo de alimentos ou de pens\u00f5es aliment\u00edcias n\u00e3o tivesse efeito retroativo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pessoas vulner\u00e1veis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em junho, no julgamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5422, o Plen\u00e1rio entendeu que a tributa\u00e7\u00e3o feria direitos fundamentais e atingia interesses de pessoas vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impacto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) contra essa decis\u00e3o, a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) alegava, entre outros pontos, que os benefici\u00e1rios das pens\u00f5es atingidos pelos dispositivos invalidados durante o per\u00edodo de sua vig\u00eancia poderiam ingressar com pedidos de restitui\u00e7\u00e3o dos valores, resultando em impacto financeiro estimado em R$ 6,5 bilh\u00f5es, considerando o exerc\u00edcio atual e os cinco anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Direitos fundamentais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto pela rejei\u00e7\u00e3o do recurso, o relator, ministro Dias Toffoli, verificou que n\u00e3o h\u00e1 omiss\u00e3o ou obscuridade a serem esclarecidos nem justificativa plaus\u00edvel para modular os efeitos da decis\u00e3o. Ele destacou que um dos fundamentos da pens\u00e3o aliment\u00edcia \u00e9 a dignidade da pessoa humana, e um de seus pressupostos \u00e9 a necessidade dos que a recebem.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator tamb\u00e9m negou pedido para que a n\u00e3o incid\u00eancia do IR ficasse limitada ao piso de isen\u00e7\u00e3o do tributo, que hoje \u00e9 de R$ 1.903,98. Nesse ponto, ele salientou que, no julgamento, n\u00e3o foi estabelecida nenhuma limita\u00e7\u00e3o do montante recebido pelo alimentando, e a Corte considerou que o IR tem por pressuposto acr\u00e9scimo patrimonial, hip\u00f3tese que n\u00e3o ocorre no recebimento de pens\u00e3o aliment\u00edcia ou alimentos decorrentes do direito de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli destacou, ainda, que o entendimento predominante foi de que a manuten\u00e7\u00e3o das normas sobre a cobran\u00e7a resultava em dupla tributa\u00e7\u00e3o camuflada e injustificada e em viola\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fonte:https:\/\/portal.stf.jus.br\/noticias\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=495166&amp;ori=1<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na decis\u00e3o, o Tribunal entendeu que a tributa\u00e7\u00e3o feria direitos fundamentais e atingia interesses de pessoas vulner\u00e1veis. 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